Nacional

Luísa Janz, 18, à direita, fez o programa de High School nos EUA há um ano. Na foto, ela no dia da sua formatura americana com seus novos amigos.
Há alguns anos atrás fazer intercâmbio era considerado “artigo de luxo” e uma oportunidade para poucos. Gradativamente essa realidade foi mudando e hoje intercâmbio é quase um pré-requisito na vida social e profissional das pessoas. Seja pela experiência de vida, pela curiosidade em conhecer uma nova cultura ou simplesmente pela vontade de sair do Brasil por um tempo. O fato é que cada vez mais as pessoas estão buscando novas experiências fora do seu país de origem e as agências de intercâmbio correm atrás de novas parcerias e idéias para atender a demanda que não para de crescer.
Não importa a idade, grau de escolaridade ou nível de conhecimento no idioma do país escolhido, sempre existe um programa certo para o futuro intercambista, estudo, trabalho, estudo e trabalho, turismo e estudo, faculdade, pós graduação, etc. Sem falar nos preços que estão cada vez mais adequados para o bolso do viajante e nas condições de pagamento que as agências estão oferecendo. Ou seja, só não viaja quem não quer ou quem ainda não percebeu que intercâmbio é uma das melhores experiências de vida que uma pessoa pode ter.
Luísa Janz, 18, escolheu fazer intercâmbio na época mais "complicada" da vida. Quando tinha 16 anos resolveu que era hora de sair um pouco da rotina casa-colégio-inglês-casa e escolheu os Estados Unidos para passar um ano com uma família diferente, estudar em um novo colégio e se adaptar a uma cultura que, embora não pareça, é bem diferente da nossa.
Fernanda Bazoli, 27, trabalhava há alguns anos com intercâmbio, quando percebeu que era hora de viver sua própria experiência. Ela escolheu o Canadá pra cursar inglês durante as férias e descobriu que tinha demorado pra viver momentos como os que passou no país. Lá conheceu pessoas de vários países diferentes e alguns se tornaram tão próximos que estão vindo visitá-la no verão.
Isabela Fontana, 24, gostou tanto da sua experiência de trabalho nos EUA quando tinha 20 anos que no ano seguinte resolveu que voltaria pra lá, mas dessa vez pra ficar 10 meses e não 3 como no primeiro intercâmbio. Ela não parou por aí, no ano seguinte ao segundo intercâmbio resolveu que a América já estava pequena demais e rumou para a Europa, mais especificamente para Portugal onde trabalhou por alguns meses.
Todas essas pessoas tiveram caminhos e países diferentes e com toda certeza, experiências únicas. Mas hoje, as três têm algumas coisas em comum que quem não fez intercâmbio ainda não experimentou: a experiência de morar fora, se adaptar a uma nova cultura, deixar a vida que você leva no Brasil e abrir a mente a novos lugares, hábitos e pessoas. Situações que geram no indivíduo um sentimento de capacidade e competência que é difícil experimentar em outras situações.
Se você já foi intercambista provavelmente sabe que algumas dessas habilidades você adquiriu: capacidade de resolver problemas sem ninguém por perto pra ajudar, driblar o choque cultural, vencer o período de adaptação, se adaptar a nova vida, fazer coisas que você nunca fez antes, fluência no idioma, fazer novos amigos, visitar novos lugares e o principal, aprendeu a enxergar as diferenças e as questões mundiais com outros olhos. Olho de quem já experimentou e viveu de perto as diferenças.
Pra quem acha que intercâmbio é bobeira e que é só mais uma viagem deveria conversar com pessoas da área de recursos humanos e alguns gerentes de empresas para ouvir o que elas têm a dizer sobre o perfil de intercambistas. Carolina Magalhães, psicóloga, afirma que as empresas gostam de candidatos que já tenham feito intercâmbio, pois sabem que elas já estiveram frente a desafios, são flexíveis, comprometidas e trabalham bem em equipe.
Ou seja, podemos dizer que não existe razão para não experimentar essa aventura que é o intercâmbio. Você só precisa descobrir o seu momento de viver essa experiência e o programa mais adequado aos seus objetivos. A verdade é INTERCÂMBIO É TUDO DE BOM!
"Decidi fazer intercâmbio, pois queria ter uma experiência totalmente diferente das que tive até aquela época. Optei pelo programa de trabalho nos Estados Unidos e trabalhei em um cassino no nordeste do país. Aprendi a viver numa nova cultura em uma realidade muito diferente da minha aqui no Brasil. Voltei da minha viagem totalmente realizada e muito mais confiante quanto aos desafios da vida." Isabela Fontana, 24, fez três intercâmbios até hoje.
Por Carolina Maciel Guimarães
Ex-intercambista, estagiária de marketing regional na World Study, agência de intercâmbio com 20 anos de mercado e 17 unidades no Brasil.
Atualizado em: 16/10/2009
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